quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Pensamentos cotidianos

Desfrutar o vinho, para aqueles que os estuda.
Degustar vinhos, para todos que o desejam.
Beber vinho, para todos os alcóolatras.
Apreciar vinhos, somente para os que os compreende.
Rosa Simões


Após estudar sobre vinhos...

domingo, 7 de agosto de 2011

Espaguete 8 com atum e etc.

Olá. Acabei de fazer um espaguete delícia e não poderia deixar de postar a ficha técnica. Na verdade, não pesei nada, então, deixarei indicativos de quantidade, ok?

INGREDIENTES

400 g de espaguete 8
3 tomates médios
2 dentes de alho
1 cebola média
3 tiras de + - 15 de 5 cm de gengibre
50 g de uva passa preta
QB - quanto baste de Sal
QB de margarina
1 ramo de alecrim seco
2 pitadas de cominho
1 fio de azeite
3 folhas de limão
raspas de limão
3 ovos cozidos e cortados em rodelas
1/2 colher de sobremesa de cúrcuma
1 lata de atum
QB de queijo parmesão ralado

MODO DE FAZER

Ferver a água para cozinhar o macarrão com 1 fio de azeite, sal a gosto e o cominho.
Retirar após 10 minutos ou se preferir al dente em menor tempo.

Picar o alho, a cebola e o gengibre em Brunoise - corte quadrado pequeno
Picar o tomate  em Julienne - tiras finas

Em uma panela, adicionar 2 colheres de sopa de margarina, agregar o alho, cebola e gengibre, deixar  liberar sues aromas. Adicionar o tomate, alecrim, uva-passa, atum, raspas e cascas de limão. Por último o sal.
Deixar a cebola liberar um pouco de água e cozinhar brevemente em fogo baixo por 15 minutos.

Em uma panela, adicionar margarina, o macarrão devidamente escorrido e  a cúrcuma.

Dispor sobre a travessa, o macarrão, o molho, os ovos cortados em rodelas e por cima o queijo ralado.

Servir quente.

Bom apetite. Espero que gostem.
bjs

quarta-feira, 29 de junho de 2011

CONSTRANGIMENTO

Posso começar este conto explicando os rumores da ‘fofoca’, mas prefiro discorrer sobre coerência, ética, diálogo, assertividade e ‘ o feio fica pra quem faz’. Expressão antiga, usada por minha bisavó. Ao longo dos anos venho expressando esta frase e sempre imbuída da certeza de meus comportamentos e postura ética.
         Um amigo com quem não falo há alguns dias me pergunta como estou após o ‘episódio com o professor’ e fico surpresa. Como sabe disso? Fulano me contou. Mais surpresa fiquei. O fulano ficou sabendo por ‘fofoca’. E esta, impeditiva da verdade, dos fatos, ou simplesmente dos fenômenos, irradia como uma substância atômica e atinge cada um de forma particular, e depois continua sua propagação. Nociva, injusta na maioria das vezes e velada para aqueles incapazes de serem assertivos.
         Os nós nas relações interpessoais promovem incômodos, mal-estar, desajuste de afeto e comprometimento da imagem, da referência. Há dificuldade em dizer: ‘ei, vem cá, preciso ter certeza de...’ e assim, algo como uma boa conversa, mesmo que maquiada, seria viabilizado e os tais ‘nós’ poderiam se desfazer e outros tipos de comportamentos reacionais surgiriam, dando a possibilidade de esclarecimento de fatos, de atos e até de tais ‘fofocas’.
 Mas para alguns, ainda incrustados ou recostados no suposto lugar de ‘autoridade’ como no cargo provisório de docente, preferem picuinhas imaturas, revoltas insensatas, injustiças morais e usam deste lugar para exprimir um incômodo pessoal, com direção, com foco pontual e cometem o engano de solicitar sob ameaça que o aluno não permaneça em aula.
         Aluno investido de direito legal, autorizado pela coordenação a frequentar a aula daquele jeito, vestido com aquela roupa, trajando aquele ‘uniforme’. E sob ameaça de não avaliar o grupo, o ‘docente’ informa que a presença do aluno com quem ele não conversa em tons maduros, assertivos e éticos, seria prejudicial.
          O aluno se retira sob ameaça e solidariamente ao grupo, que ironicamente compunha-se de 7 membros, 4 vestidos exatamente com aquele traje, com aquela roupa, autorizada pela coordenação, há 1 ano entrando e saindo da cozinha, da mesma forma, com a mesma roupa. Somente este aluno, vestido desse jeito há 1 ano, entrando e saindo daquela cozinha, com aquela roupa de sempre, é ‘expulso’. Coerência? Falemos dela agora? Preciso?
         Relações humanas são frágeis, pessoas são fragilizadas, homens pouco sábios, imaturos e medíocres são arrogantes, escondem-se em lugares chamados de docência para exercer um poder que não conseguem. Falta-lhes algo, menos arrogância, diminuído orgulho, uma pitada de maturidade, um cocção longa de inteligência e grandes colheradas de ética.
         Ética... Questão de fronteira? Depende de que lado você está da bancada?
         Engano. Contaminação. É isso que comentários maledicentes fazem e quando esbarram em um ‘professor’ com as características acima, então, adeus a possibilidade da assertividade, ética, justiça e bom senso.
         O tom do constrangimento que alguém sente por ser injustamente expulso de seu lugar de direito, é extremante particular e precisa ser respeitado. O que se faz com o que se sente é por conta daquele que sente. Medidas legais podem ser tomadas, solicitação de boletim de ocorrência pode ser lavrada, ação civil, indiferença, pena e quaisquer outros tons, são da ordem da singularidade. Aos que fofocam não cabe julgar. Já acham tanto fofocando.
         Comiseração. Nenhuma, afinal, pra que tanto, não é? Não foi com você. Então não dói. Se os fofoqueiros fossem empáticos, suas posturas seriam diversas. Mas a eles cabe só achar, comentar, falar, dizer sobre, discorrer e cada conto, um ponto, uma vírgula e mais uma condenação da imagem de alguém.
         A quem cabe ouvir, ignora. ‘Até meio dia quero estar em casa’. A quem dizer do fato? Pra quem informar o engano, o agravo, o constrangimento? Meio dia ele precisa estar em casa.
         Agora, minha parte melhor pra escrever pela primeira e última vez esse conto. ‘O FEIO FICA PRA QUEM FAZ’. Não preciso dizer muito sobre isso. O desrespeito, o constrangimento, o mal-estar, o nervoso e as lágrimas doídas pela injustiça, exposição indevida, ausência de apoio e taquicardia ficou naquela sexta-feira, último dia de aula. O convite era divertir, rir e finalizar comendo pipoca e mexerica geladinha. E terminou engasgado, um tanto doído e absurdamente constrangido.
         Este termo acima em negrito percorreu este texto em sua essência, para explicitar que aquele aluno, naquele determinado ato, sentiu-se assim e fez uma escolha. E hoje, faz outra. Contar um conto.

quarta-feira, 2 de março de 2011

JACU .. Eu? Tu? Nós?


            Olá,
            Recomeço a escrever motivada pela escuta pela segunda vez de um termo pejorativo que não me define, muito menos os meus amigos do 2º período do curso de Gastronomia: JACU.
            Vamos entender este termo em sua especificidade?

JACU: Classificação morfossintática:
Substantivo masculino singular.
Sinônimos: boboarigóbabaquarabrocoió,  caiçara, casca-grossa, 
guasca,  
jeca-tatumandioqueiromocorongo, pé duro,  roceirorudesaquarema
sertanejotabaréutosco  e xucro.

Antônimo: esperto.

                Palavras relacionadas: caipiraignoranteiletradoburro.

Substantivo masculino.
     1. Ave galiforme da família dos cracídeos, gênero  Penelope ochrogaster, arborícola, que possui garganta nua com   barbela (dobra de pele na parte inferior do pescoço) vivamente colorida, especialmente nos machos   durante o período reprodutivo; alimentam-se de frutas,   folhas e brotos.
  2. Derivação por extensão de sentido: por causa   da sua   aparência desajeitada e seu comportamento que parece desnorteado, o nome da ave passou a designar pessoa desajeitada, feia, acanhada; é também sinônimo de caipira, jeca.
Etimologia: Do tupi ya`ku, ave galiforme da família dos cracídeos, o que come grãos.


               
                Estou pensando como começar a escrever este texto. Acredito que a melhor maneira será descrever o fenômeno, assim, você, caríssimo leitor, poderá compreender meu impacto e de alguns amigos ao escutarmos pela segunda vez que somos JACUS.
                A alusão ao termo refere-se a observação do professor acerca de alguns alunos que ao apresentarem o estudo de um texto, encostaram no ‘quadro negro’ para se sentirem um pouco mais seguros ou menos ameaçados;  ou por sua timidez, reservaram-se ao direito de serem expostos sem nada dizer e ainda, por não terem a habilidade de expressar-se em público, não apresentaram  a desenvoltura ou domínio de apresentação e oratória.
                O professor sugere a todos que façamos workshops gratuitos oferecido por nossa instituição de ensino com os temas: "Vencendo o medo de falar em público' e Técnicas de apresentação de trabalhos'.
                Eu e meu grupo estávamos prontos para apresentarmos nossas conclusões acerca do texto estudado, quando minha amiga fixamente olhando para mim, com uma expressão de insatisfação, me diz algo sobre não aceitar o termo JACU como referência a nossas particulares características. Solicito então ao professor que não nos chame dessa maneira.
                Ratifiquei a importância do mesmo nos considerar alunos em formação, pessoas em processo contínuo de desenvolvimento, pessoas tímidas, introspectivas e sem o desenvolvimento de algumas habilidades, como a facilidade em expressar-se em público, mas JACU, não! Não somos JACUS.
                Ele então pede a palavra e educadamente começa a nos contar a etimologia da palavra jacu. Conta a história de uma espécie de macaco que faz cocô, que é comido por uma ave de nome JACU, que come café e faz cocô. De suas fezes são retirados os grãos que ele comeu e por serem de extrema qualidade, tornam-se um caríssimo café, com alto preço no mercado. Sinto-me confusa e com um remexer no meu intestino, quanto mais ele falava, mais eu considerava que ele estava piorando a situação. O que exatamente éramos? Macaco? (Que macaco é esse nessa história?) Cocô? Jacu? Grão de café do pé ou grão de café defecado?
                Fiquei absorta na história e cada vez que ele alongava a explicação do termo pejorativo aludido a nós eu me perguntava:  O que somos agora? Passarinho, macaco, cocô, café raro? O que ele quis dizer exatamente com essa metáfora? Entre quase risos e surpresa, ficamos aguardando o fim da história. Eu digo a ele que o senso comum nos diz que JACU não era nada daquilo que ele estava dizendo, para todos nós, jacu é um indivíduo MANÉ, LIMITADO, BURRO, IGNORANTE, LESADO, IGNORANTE, BOCOIÓ.
                Ele educadamente diz em uma linguagem subliminar que somos ignorantes porque não conhecíamos a história do jacu que faz cocô e de suas fezes surgem os melhores grãos de café que chega a custar U$ 800,00 no exterior. Pesquisei e descobri que  no Espírito Santo, onde é produzido, sai por uma bagatela de R$ 272,00 o quilo.  Antes ele havia nos dito que por não sabermos técnicas de apresentação de trabalho somos jacu... Então somos  manés antes por não sabermos, durante  também por não  sabermos e depois de sua história, ainda não sabemos...  Hein???
               Questiono: Se o cocô do jacu é supra-sumo do café de extrema qualidade, porque ele iria nos convidar a fazer um curso de técnicas para apresentar trabalho em sala de aula e de oratória? Se já somos considerados o café especial, não precisamos de polimento. Concorda?  Ele quis consertar, mas não conseguiu. Nos subestimou.               
               Outra pergunta:  Se estamos enganados em entender que o que ele quis dizer com o termo JACU não é uma pessoa acanhada, ignorante, iletrada e bocó, pra que nos mandar fazer um curso de COMO FALAR EM PÚBLICO?
                Quero lembrar que ele ainda não nos conhece. Apenas uma faceta de nós ele reconhece quando nos solicita apresentar a compreensão de um texto. Somos jovens e adultos, alguns pais, mães, filhos zelosos e carinhosos, amigos afetuosos, tios e tias divertidos,  irmãos, parceiros, profissionais liberais, empresários, advogados, psicóloga e profissionais da gastronomia. Apenas alguns mais inibidos, tímidos, sem informação, sem treinamento. Ainda.
                Professor: Pode nos chamar de: Alunos tímidos, pessoas em desenvolvimento, indivíduos introspectivos, que desconhecem técnicas, que ainda não exploraram todo o seu potencial criativo e de capacitação, mas JACU, não.
                Não queremos, não precisamos e não estamos comprometidos com um curso de formação tecnológico superior com um custo caro para sermos designados por JACU... Não moramos na JACULÂNDIA, NÃO COMEMOS GRÃOS DE CAFÉ, NEM COCÔ.
                Talvez alguns façam o workshop porque é uma oportunidade interessante, enriquecedora.  É a oportunização para reconhecermos em nós algumas potencialidades e escondidas habilidades.
                Obrigada pela sugestão. Você é uma aquisição para a instituição muito importante. É capacitado, tem experiência, domina o conteúdo de sua disciplina e tem conhecimentos gerais. Contudo, o termo usado para nos expressar foi inadequado. Sua observação sobre nós é corretíssima. Acredito que deveríamos ter uma disciplina sobre postura, técnicas, recursos, oratória, etc. Mas estamos satisfeitos com a viabilidade do workshop.
                Este é seu papel também enquanto educador, nos orientar, querer o melhor de nós e até acreditar no melhor de nós.
                Desconsidere o termo JACU. Deixe o mesmo para o próprio jacu, que de bobo, ignorante, acanhado, burro, caipira e jeca não tem nada, porque conta a ‘lenda’ (na verdade, estudos do comportamento do jacu) que os grãos do Jacu Bird (marca do Café do Jacu tipo exportação, que é produzido na fazenda Camocim, em Pedra Azul, Domingos Martins, Espírito Santo),  são colhidos das fezes do próprio jacu, que come os melhores frutos do cafeeiro, aqueles sem defeito e completamente maduros. Viu? Nem o Jacu é um jacu...
                                   Portanto, o termo não nos representa nem nos designa.
                                              
               
Conhecendo a produção do café do jacu, leia:
Caso queira se divertir com o café do jacu, leia: