quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Pão-bolo sem glúten

Olá.
Estive radiante terça-feira 20/11. Fiz meu primeiro pão-bolo sem glúten (carinhosamente é assim que o chamo) e ficou espetacular, não só para mim, mas para quem o provou.
Fiz a opção de retirar o glúten de minha rotina alimentar por reagir desconfortavelmente após sua ingesta. Há anos não me arrisco com massas, quando o fiz, fiquei péssima. O pãozinho eu amava e ainda resistia, mas me sentia muito mal.  Decidi então, definitivamente, retirar de minha vida o glúten. O resultado foi fantástico. Primeiro, uma redução rápida de peso e a qualidade de minha digestão e metabolismo que nunca foram maratonistas. Minha pele ficou visivelmente melhor, a ponto de receber comentários e até elogios.
        Fiz esta escolha em março deste ano e hoje em dia, sinto-me leve quando faço ingestão de alimentos à base de amido, arroz, polvilho e milho.
              Seu organismo sinaliza o tempo todo. Se você se permitir ficar atento ao sinais e ouvir os sintomas, pode fazer algo positivo por você.

      Vou explicar brevemente sobre o glúten pra você ter uma idéia do que se trata.
     Glúten é uma proteína. E esta é um composto orgânico de alto peso molecular, formada pelo encadeamento de aminoácidos. Estes são  micro estruturas orgânicas utilizadas pelo organismo. Servem para formar enzimas, anticorpos, hormônios, fornecer energia, regula processos metabólicos.
Existem duas proteínas primordiais chamadas gliadina e glutemina. Encontradas nas sementes do trigo, cevada, triticale, centeio e aveia. Acontece uma combinação com mais duas amiguinhas, chamadas albumina e globulina. Estas parceiras se aliam ao amido dos cereais e oferece a viscoelasticidade da massa. Pense em preparar um pão. O glúten que está contido na farinha associado a água formam uma rede elástica que retem o gás carbônico proveniente da fermentação, o que promove maciez, coesão e um lindo crescimento da massa.
É perfeito para organismos que não tem sensibilidade à essa reação puramente química. Para os que têm intolerância, sensibilidade e até patologias graves, seu consumo é um veneno. Você não precisa necessariamente ter uma doença celíaca (doença crônica que afeta o intestino delgado) para aceitar que tem intolerância ao glúten. Pode ter uma sensibilidade reativa que se expressa com inchaço, má digestão, sensação de 'entupimento' intestinal. Nem sempre precisará ter diarréia ou ter o intestino responsivo a cada vez que comer produtos com glúten. Gases demais, inchaço e prisão de ventre são indicativos de sua sensibilidade. Este é o meu caso.

 AGlobo News fez uma reportagem bacana sobre o tema. Dê uma olhadinha:
http://www.youtube.com/watch?v=urvi23Pm1iY
http://www.youtube.com/watch?v=iwGLlEHL3gY

Dr. Drauzio Varella explica a doença celíaca:
http://drauziovarella.com.br/estacao-saude/radio/doenca-celiaca/

Espero que tenha compreendido um pouco sobre o tema. Faça suas pesquisas, converse um pouco com outras pessoas, entenda se desejar sobre este assunto e compre meu pão-bolo. Estou começando a desenvolver uma linha especial de produtos deliciosos e sem glúten com preço acessível. O que o mercado lança é absurdamente caro e não tem o sabor que eu imprimo em minhas elaborações gastronômicas. Experimente!
      Vou deixar uma receita perfeita de pão sem glúten. Adaptei a receita original e ficou ótimo. A receita não é minha, a adaptação sim.
                           Conto abaixo o processo.

              
Pão sem glúten de liquidificador

                INGREDIENTES

                2 x farinha de arroz integral
                3 colheres de sopa de polvilho azedo
                3 colheres sopa de semente de linhaça
                2 colheres de sopa de fermento químico
                2 ovos caipiras inteiros
                2 colheres de sopa de azeite
                 1 xícara de água
                1 colher de café de sal
                1 colher de chá de açúcar demerara
               
                MODO DE FAZER
                Colocar os líquidos primeiro.  Água, azeite, ovos (tirar a pele da gema). Bater.
                Adicionar os secos e por último o fermento.
                               Untar a fôrma com óleo e farinha de arroz.
                Forno pré-aquecido a 180 graus. 40 minutos.

ATENÇÃO: eu comecei assim:  No bowl (vasilha, bacia) escaldei o polvilho azedo com 1/2 xícara de água e 1 colher de manteiga (é necessário porque ele é muito azedo) por isso tem esse nome né? rsrsrs. Depois segui a recomendação da receita: líquidos e secos. Substituí a farinha de linhaça pelo gergelim. Eu considerei que tinha muito pó nesta receita, então alterei pelo grãozinho que é ótimo para o cérebro, sua memória agradece. Qualquer dia faço um pão e conto um pouco do gergelim.
o açúcar demerara foi substituído pelo mascavo. Este eu não tinha mesmo e nem o conheço bem. Mas o mascavo é tudo de bom. Deixou o pão moreninho, super lindo e com gostinho doce.
Misturei com o fuet (aquele batedor de claras manual) e posteriormente levei ao liquidificador. É preciso porque formou umas bolotinhas e nós não queremos isso em nossa linda massa. Eu bati o gergelim, mas você pode colocar por último.
Use a fôrma para bolo inglês. A massa cobre até 3/4 da fôrma. Fiquei com medo de entornar, mas mandei meu beijinho de sempre e deixei lá... deu tudo certo. siga exatamente a receita, a quantidade de fermento é fundamental para não errar. Você encontra facilmente está forminha para bolo inglês (por R$ 10,00, tem dois tamanhos e dois preços) naquela loja que sofreu um incêndio na nossa cidade. Não colocarei o nome por questão ética e óbvia, ainda não tenho um patrocínio. rsrsrs
               
 Observações durante o processo de cocção:
  No forno. Aguardo ser assado. Estou digitando um novo conto e dou uma espiadinha nele. Avistado daqui está com uma cor linda e uma aparência apetecível. Cresce sensível e lentamente.  O café está pronto e meus pães de queijo estão assando também. Terei meu primeiro café sem glúten, parcialmente preparado por mim. Estou na expectativa de meu primeiro pão sem glúten. Você pode achar uma bobeira sem tamanho, mas comer é pra ser prazeroso, preenchedor e não entupidor como é pra mim. Mas tente ficar feliz por mim, foi um dia gastronomicamente especial.
                     Tenho uma foto, mas não tenho o cabo para passar para meu blog. Assim que conseguir eu posto. Ficou lindo. Perfeito se posso me dar esse prazer para designá-lo.
                      Espero que experimente e sinta-se tão feliz quanto eu me senti neste dia. O melhor foi a confirmação de alguns familiares e um amigo para quem levei meu primeiro pão-bolo sem glúten. Ele entrará em meus produtos para pessoas sensíveis. (rsrsrs). 
                   Caso não queria fazer, encomende. 
                                Abraços e obrigada pela visita.

P.s. Amanhã irei postar a receita de meu primeiro Tofu. Divino é o termo, caso no céu sirvam tofus.
beijos rosa









quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Bolo fofinho de chocolate

Olá,
Tenho feito muitas 'comidhinhas' gostosas e não tenho postado. Hoje vou colocar meu bolo de chocolate fofinho. No tempo certo do doce, porque ficou com gosto de chocolate e chocolate, que na verdade é o desejo de todo chocólatra ou humildes apreciadores de choco.
    O bolo é simples, receita caseira. Ele tem uma historinha, vou contá-la.
    Carolina é minha linda sobrinha. Hoje já tem 9 anos, mas desde pequeninha é minha parceira, na cozinha, na casa, enfim... certa vez, menorzinha, acho que com 7 anos, ela me pediu para ensiná-la a colocar o pregador nas roupas. Lindo! Me ajuda sempre se sentindo segura, pois agora, já sabe usar o pregador corretamente. Bom, estávamos na cozinha segunda-feira dia 12/11 e ela comentou que teria prova de português e precisaria acertar palavras com s, ss e sc. Eu então, fiz uma proposta: que tal a gente brincar de ditado? se você acertar até 15 palavras, escolhe um presente. Ela acertou 13 e eu refiz a brincadeira. Fui inventando formas divertidas para ela acertar cada vez mais e com isso ir apreendendo as palavras. No final da brincadeira, ela já havia escrito quase 40 palavras diferentes e refez as que errou. Escolheu o presente: cup cakes. Ela adora. Deveria ser de chocolate com recheio e cobertura. Não consegui fazer o recheio, já estava cansada, fiquei o dia todoa na cozinha, então fiz a receita rapidinho. Finalizei com ganache e confeito de chocolate. Fez um super sucesso!
    Então, lá vai a receita, caso queira fazer em casa para aqueles que ama:
  
                                           Bolo de chocolate fofo

    INGREDIENTES:
                    4 colheres de manteiga sem sal
                     1 xícara de açúcar
                      2 ovos
                      2 xícaras de farinha de trigo
                      1 xícara de leite
                      1 xícara de chocolate em pó
                      1 colher de sopa de fermento em pó
                      1 colher de chá de bicarbonato de sódio
                           gotas de essência de limão

             MODO DE FAZER:
             Bata as claras em neve e reserve.
             Bata as gemas, com açúcar e a manteiga.
             No bowl (tigela) adicione a farinha e o chocolate peneirados.
              Acrescente alternadamente a farinha e o leite.
              Adicione as claras em neve. Pingue as gotinhas de essência. (se tiver limão, raspe a casca)
              Por último, agregue o fermento e o bicarbonato.
               Leve ao forno a 180 graus por mais ou menos 30 minutos.
 
                   Pode assar os cup cakes ou numa fôrma pequena.

                 COBERTURA:
                   100 g de chocolate em barra
                    1 caixa de creme de leite
                     Pique o chocolate. reserve.
                     Ferva um pouco de água e coloque o bowl com o chocolate. Misture até derreter. Adicione o creme de leite. Cubra os bolinhos ou o bolo. Salpique o confeito de preferência.

                                  Bom apetite!  

segunda-feira, 4 de junho de 2012


Olá.
              O texto abaixo complementa o texto postado: 'Explicando as manhãs com noz'. Minha intenção era escrever minhas impressões todos os dias, mas adversidades, outros compromissos e variadas emoções me impossibilitaram. Escreverei com calma e tempo, já formada. Falta pouco. Terei muito tempo para cozinhar e escrever, fazendo disso um exercício duplamete delicioso.
           Ache o texto mencionado acima e depois leia minha nova postagem.
            O texto de hoje foi um pedido de minha amiga Rosalina. Passamos um dia lindo ontem 3/6/2012 na Fazenda União em Rios das Flores. Ela gostaria de dizer a todos o que sente e pensa acerca desse processo vivenciado por nós, contudo, não aconteceu, mas eu gostaria de deixar postado e quando alguém ligado a nós ler, poderá perceber o quê o curso fez por nós e ainda como pensamos sobre algo tão significativo que nos mobilizou. Conversávamos por horas acerca do tema: Diferença, individualidade, singularidade...


            Hoje é 3 de junho de 2012.
            Quase dois anos juntos. Não somos mais 40 e poucas pessoas. Como boa redução, chegamos a 25 alunos. Recebemos colegas de outro turno, agregaram sua presença, sua alegria, suas particularidades.  As perdas como percebidas por mim, aconteceram cada uma em seu tempo, com seus motivos. Habituamos à ausência.
            Vivenciamos o que pudemos. Fomos bacanas ou babacas em períodos diferentes de nossa própria cocção. Estamos em processo de formação, de crescimento, de construção de uma nova identidade: de gastrônomos. Sairemos ainda por construí-la.
            Nossa singularidade sempre foi algo que mobilizou a todos. Conviver com o diferente e respeitá-lo era um convite, recusados por alguns, aceito amplamente por outros e respeitados por aqueles que se diferenciam. Na verdade, se pensarmos de forma plena, diferente sou eu de você, que difere do outro ao seu lado, que por sua vez não é igual ao seu colega de carteira, que se diferencia do colega de trás e este do amigo da frente. Enfim, apontar a diferença e se incomodar com ela é resumidamente, incomodar-se consigo.  O outro não é só aquilo que me incomoda, ele é também, e com certeza, tem mais um monte de características que podem ser elevadas ao plano da suportabilidade e outras da mais alegre, natural, leve e tranquila aceitabilidade.
            Apelidos engraçados surgiam a partir de um simples olhar, de um jeito particular ou só de lembrar de algum personagem. Jeito especial merece risos. Por nada e por tudo surgiam em cada manhã novos apelidos e novos risos, comportamento cíclico, como a vida da gente. Passamos uns bocados. Tanto na vida pessoal, quanto na acadêmica.
            A proposta subliminar neste curso é: respeitar as diferenças, conviver com o outro sem exigir tanto que ele seja como eu desejo. Obviamente, o outro não tendo tanta afinidade, vai lidar menos comigo, mas isso não é um problema, desde que me respeite. Sou de um jeito antes de ser para o outro do seu jeito.
            Crescemos, rimos, choramos, surtamos, erramos, aprendemos, divertimos, nos comprometemos, amamos e não gostamos tanto. No final, terminamos esta etapa. Ah! Não posso deixar de mencionar, comemos pra caramba, parecendo fugidos de grandes secas. Essa compatibilidade temos em comum, todos, indiscutivelmente. Até quem come ‘só  uma lágrima', aprecia o ato de comer. Pegamos emprestado da cozinha muita comidinha, coisinhas, delícias que descobrimos sermos capazes de elaborar e reproduzir.
            Hoje, um dia especial escolhido para comemorarmos tudo isso e nossa singularidade, com nossa personalidade ímpar que nos aproxima, ora nos afasta, mas nos faz sermos assim, indivíduos.
            O curso de gastronomia cumpriu seu objetivo, formou gastrônomos, e como todo bom cozinheiro, sabemos que as cocções são diferentes para cada ingrediente e proposta. Somos nós em processo de cocção e desejo a todos os melhores temperos e condimentos para que o cotidiano seja mais harmônico, afetivo, divertido, amoroso e respeitável.
            Com natural afeto.
                                           Rosalina e Rosa Simões
                                                       Fazenda União 3 de junho de 2012.
           
           
           

domingo, 15 de abril de 2012

creme de feijão carioca

Olá.
Hoje fiz um creme de feijão carioca recheado com frango marinado no limão e hortelã. Na verdade, gostaria de reproduzir minha última receita na aula de cozinha brasileira, mas não tinha o feijão fradinho. Ficou uma delícia. Quando acabei de comer, me lembrei do tutu... lembra? Falei pra minha mãe, que os meus irmãos (que ainda iriam comer meu feijão) poderiam chamá-lo de tutu... tudo bem. Pode ser chamado assim, mas prefiro o nome de creme de feijão... recheado. rsrsrs
Então, se der vontade de fazer, abaixo a ficha técnica. Peço desculpas porque não pesei nada hoje. Vou deixar mais ou menos como usei ok?

FEIJÃO CREMOSO RECHEADO

INGREDIENTES:
feijão carioca       3 xícaras
farinha de linhça  3 colheres de sopa
farinha de rosca    4 colheres de sopa
pimenta dedo de moça      2 pequenas
sal                                        Quanto baste
cebola                                2 unidades pequenas
alho                                    2 dentes
leite de coco                       50 ml
peito de frango sem osso     400 G
hortelã                                 5 galhos
louro                                    4 folhas
 limão                                   1 unidade
molho shoyo                        Quanto Baste
queijo parmesão                   Quanto Baste

Cozinhar o feijão com folhas de louro. usei 3 xícaras. Depois processá-lo no liquidificador. Coar. Adicionar um pouco de farinha de rosca e farinha de linhaça. Leite de coco, sal e pimenta dedo de moça.  Reservar.
Picar o frango em Julienne (tiras). Marinar no limão, molho shoyo, sal, hortelã e dois dentes de alho.
cozinhar em fogo baixo.

Num refratário agregar o feijão, adicionar cebolas picadas, rechear com o frango, cobrir com o restante do feijão, acrescentar queijo parmesão ralado e levar ao forno até gratinar.

Acompanhei com salada verde com mexerica, tomate cereja, semente de girassol tostada, etc.
Arroz integral e um salteado de pimentão amarelo, abobrinha ralada, cebola e pimenta dedo de moça.

Bom apetire.
ps. ficou muitooooooooo bom....

sábado, 17 de março de 2012

Creme de batata Rosa

Olá. Um saudoso e expressivo olá talvez para mim mesma. Não divulgo meu blog, talvez por isso não tenho leitores, ao menos, alguns para ler, comentar e experimentar minhas ideias gastronômicas. De qualquer maneira, hoje senti vontade de postar uma ficha técnica de um creme que fiz ontem para minha mãe. Ela acordou com dores abdominais oferecidas por seu intestino há décadas aprisionado em si mesmo e perguntei a ela: - que tal um caldinho de batata? Sugestão que após alguma reflexão foi agradecidamente aceita. Então, organizei-me e preparei essa delícia suprema. Ficou  mesmo muiiiiiiiittttooo bom. Para dias frios -  perfeito, para os ensolarados.... um saudável risco.
Almoçamos nosso caldo. À noite, como eu me recusava a sair da cama e de meu joguinho de atenção, ela me presenteou com aquele  caldo deliciosamente cremoso, com um aroma instigante e um sabor... Rosa. rsrsrs

Com natural afeto por mim mesma, por minha mãe um expressivo amor e para vocês anônimos que por ventura passarem por aqui, um carinho com gosto de batata inglesa e suas companhias...

Creme de batata Rosa
INGREDIENTES                                                   
2 unid. grandes  Batata inglesa                                                                          
1 dente de alho
3 ramos de salsinha
5 g de gengibre                                     
10 unid. de oliva verde picada                                
1 colher de chpa de cúrcuma                                        
200 ml de creme de leite                                 
200 ml Leite                                                 
1 fio de azeite                                              
1 pitada de sal    light                                        
1 colher de sopa de erva doce                                         

 
MODO DE FAZER

Cozinhar as batatas com água, cúrcuma, erva doce e sal.
Bater no liquidificador o alho, gengibre juntamente com as batatas já cozidas.
Levar a mistura ao fogo com um fio de azeite, o leite e ferver.
Adicionar a oliva, salsa e sal.
Desligar o fogo e agregar o creme de leite.
 Salpicar com erva doce e decorar com folhas de salsa.

Servir quente.

Delicie-se.
Até mais.