segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Poema de Madre Teresa de Calcutá.

   Olá,
  Lendo um poema de Madre Teresa de Calcutá senti vontade de deixá-lo aqui para reflexão.
   É direcionado para mulheres, mas amplio a oferta para os homens e jovens pessoas que sonham, esperam, têm expectativas e desejos. Lembrei-me da minha turma de gastronomia. Estamos experimentando passar dias juntos, próximos, divertidos, às vezes polêmicos, emocionais, afetados, pensativos, amorosos e gastronômicos. Cada um junto com os outros e consigo mesmo, passos curtos, outros mais largos, alguns alargados, contudo, todos, na caminhada. E como digo de vez em quando, o caminhar é solitário, a caminhada é compartilhada. Obrigada por dividirem este percurso.
                  Boa sorte a todos em sua caminhada, trote, pedalada, corrida ou simplesmente em seu andar.

   "Tem sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos... Mas o que é importante não muda; a sua força e convicção não têm idade. Quando não consigas correr através dos anos, trota. Quando não consigas trotar, caminha. Quando não consigas caminhar, usa uma bengala. Mas nunca te detenhas, mulher!!!!

sábado, 18 de setembro de 2010

Ova mellita - hoje Omelete Carolina

Olá,
Em minha aula de História da alimentação, conheci a 'ova mellita', termo latino que significa 'ovos adocicados'. Do latim Ova - plural de ovu  = ovos. Mellitus = melde sabor adocicado. Preparado em Roma, na antiguidade. 'Ovos batidos e cozidos em uma panela plana de barro com mel'. Bom, como entendi que eram ovos batidos com mel, fiz hoje uma variação com  minha sobrinha pequena e ficou uma delícia. Mas como estou aprendendo sobre gastronomia, se tivesse lido no site que indico abaixo sobre a omelete, teria batido as gemas separadas das claras, com certeza ficariam mais leves. Enfim, como não sou romana, não vivo no século II e adoro misturar sabores, eis minha receita. Ficou um espetáculo....
Vou dar o nome de 'Omelete Carolina' porque hoje, ela foi a única que experimentou, repetiu e adorou minha comida. rsrsrs
                                  OMELETE CAROLINA

          2 ovos batidos
         1/2  cebola pequena  picada em brunoise (cubinhos)
         1 pouquinho de tomilho
          1 tanto de creme de leite
          1 punhado de queijo ralado
         1 pitada de cúrcuma
                                         Frite no azeite.
                        Acompanhei com  arroz integral com grãos, banana picada e  torradas de alho.
Bom apetite.

Conhecendo sobre omelete: <http://www.bolsademulher.com/familia/viajando-na-omelete-2066.html>

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Endorfinas e Bolo de Mexerica

Ainda temperamos nossas manhãs com ‘noz’ e hoje em dia um novo tempero, o alecrim - Rosmarinus officinalis, planta nativa da região mediterrânea - Foi muito apreciada na Idade Média e no Renascimento. Devido ao seu aroma característico, os romanos designavam-na como rosmarinus, que em latim significa orvalho do mar. Faça um chá e se permita um bem-estar generalizado.


Rir é absurdamente digestivo. Acontece em todas as manhãs. Inevitavelmente surgem suspiros, comportamentos, falas, jeitos, enredos, textos, novelos linguísticos. Nem sempre estamos ou nos sentimos felizes e talvez alguns de nós não tenhamos tantas designações para rir, entretanto, há uma atmosfera de bem-estar que percorre a todos, ao menos, naquelas horas matinais. Sem percebermos, isto é um acalento psicofisiológico, uma vez que vários hormônios são liberados em nossa corrente circulatória, promovendo sensações de alegria, prazer, relaxamento, como acontece quando e se a gente faz exercício físico, come algo delicioso, faz sexo e/ou se diverte. Enfim, nossas manhãs e principalmente as minhas, são ‘endorfínicas’, graças às endorfinas que fazem adequadamente seu trabalho de manter nossa organização interna atenta às necessidades e ganhos secundários, como sentir-se bem.

Nossa amiga Maria Aparecida nos ofertou uma receita deliciosa que não paro de fazer, pelo menos enquanto encontrar mexerica. Fiz outro dia  em forminhas. Ficou gostoso, o primeiro bolo ficou um espetáculo. As últimas mexericas estavam um pouquinho mais secas, mas nos deliciamos, eu e meus sobrinhos pequenos.  Levarei para meus amigos na faculdade, agradecendo por hoje terem ficado após o horário de aula para terminarmos um trabalho. Era nosso compromisso, mas, sinto vontade de lhes dizer ‘obrigada’ do jeito mais gostoso que conheço: comendo. rsrsrs. Espero que eles gostem. Depois eu conto.

Vou deixar a receita, caso você queira experimentar. Desejo que goste também.

Bolo de Mexerica

Tire o caroço de 3 mexericas do rio (corte ao meio).

Com casca, bagaço e caldo coloque no liquidificador.

Junte ½ copo de óleo e 3 ovos inteiros, bata até virar um creme.

Leve para uma bacia funda e misture: 2 copos de farinha de trigo, 2 copos de açúcar, 1 colher de sopa de fermento.

Coloque em forma untada e enfarinhada e leve para assar.

Tire do forno e jogue a calda por cima.


Calda

3 mexericas (só o caldo)

1 copo de açúcar (copo de requeijão)

Escrever para....

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas.
A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
Clarice Lispector


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Explicando 'manhãs com noz'... do começo!

Olá. O texto abaixo inaugura oficialmente este meu  novo projeto.
           Hoje quero transcrever escritos que aconteceram no primeiro dia de aula. As razões para minha extremada alegria em cursar gastronomia são profundamente subjetivas e singulares, o que posso informar, é que este novo estado, me promove perspectivas positivas. Sinta-se confortável para percorrer meu universo particular. Escrevi para mim, agora, para você.
       Gastronomia, 2 de agosto de 2010.
         A ansiedade passou. Acho. Estou sentada confortavelmente na primeira carteira, ao lado da parede. Adoro este lugar. Meus ouvidos ficam perto de quem fala, ao lado de outro alguém que a qualquer momento poderá falar, comigo, com o outro, de nós. Fico de frente para todos, gosto desse lugar.  Meus sentidos estão disponíveis.
         Nossos desejos e sonhos começam a tomar forma. Estamos aqui, agora, para degustarmos nossa companhia, provarmos os paladares do saber de uns tantos professores 'chefs'. Somos diferentes em nossas particularidades e é assim que devemos continuar, o que nos assemelha é o desejo. Nem tanto o talento, iremos descobrí-lo, seremos descobertos; iremos reconfirmá-los, seremos confirmados.
        Universo digestivo. Para mim, um pouco vegetariano nas naturais formas de ser de cada um destes 40 paladares. O corpo docente é apetecível, suas especificidades individuais terão seu tempo de surgirem, serem aceitas, pensadas, questionadas, bem acolhidas e queridas. Respeitadas já o são. Reconhecemos nossos lugares.
      Histórias foram contadas, currículos narrados para nos dizer: Sejam bem-vindos!
      Escreveremos nosso cardápio enquanto grupo. Teremos um sabor, um tom, um ritmo, uma textura. Seremos um grupo doce? Temperaremos nossas manhãs com pouco ou muito sal? Noz-moscada é plural, além de digestiva, é ótima para o cérebro; imprime presença. Seremos 'Nós?' Naturalmente criaremos afinidades. Licorosas? Amanteigadas? Picantes? Concorrência de talentos surgirá generosamente para cozinhar nosso orgulho. Que tal um cravo? seu odor penetra a alma, acalma dores de dente. Sabores rangentes?
       Meu desejo número agora é usar uma faca do chef, cortar uma tenra cebola, sem olhar pra ela, seguir meus dedos e sentir o movimento certo que preciso fazer sem surpresa e em êxtase ver o que sou capaz de fazer com uma  cebola e uma faca do chef.
       As aproximações são sutis e acontecerão no tempo do contato.
       Hoje quase sussurrei, engasguei para dizer meu nome uma ou duas vezes, tremi só um pouquinho e falei só o que pude, o que surgiu. Li meu livro, comi biscoito levíssimo e alguns morangos. Levíssimo é meu sentir hoje.
        A coordenação aparenta ser uma cozinha completa, com panelas, pratos, pedidos, entradas e saídas, taças limpas e usadas, panos, talheres, tudo à nossa disposição. Acesso fácil, sem glamour ou ostentação, um tanto humilde na riqueza de talento e experiência. Indivíduos acessíveis.
       Quando nosso professor-coordenador mencionou acerca dos cinco sentidos usados na gastronomia, me fez pensar no  sentido de intropercepção, a fusão de diferentes sentidos. O que é chamado de sinestesia. São percepções e sensações interconectadas por processos sensoriais. Um estímulo visual, estimula o olfato que promove conexão com o paladar, que expande a audição, que te faz pulsar diferente, tocar, ser tocada, cheirar, vibrar, resultando na mobilização de seu corpo por dentro, de forma completa, global, especial momento em que todos os sentidos são percebidos e experienciados.  É aquele 'troço' que a gente sente e nosso corpo todo responde com  um prazer orgástico, iniciado com o que nos acomete em relação ao ato de comer.
     Tenho êxtase quando como minha comida ou 'coisas' naturais por aí, meu organismo me fala. Minha comida tem luz, vida, aroma, cor, forma, jeito de comida gostosa e saudável. Tem cheiro de cravo, gosto de canela, ervas e  curry, aparência de folhas verdes e fresquinhas, tem jeito de saúde, tem cara de rosa.
     Hoje, minha turma estava com gosto de gengibre, refrescante. Tinha uma cara de guisado de legumes, jeito de requeijão derretido na batata cozida no cominho e assada no forno salpicada com pedacinhos de mozzarella com alecrim.
    Se eu fosse fazer um prato para o dia de hoje, seria assim:
     Salada fresca - rúcula, almeirão, agrião, alho-poró, azeitona preta, tomate seco, coentro, tomilho e tudo salpicado com nozes.
    Guisado de legumes com gengibre.
     Peito de frango em cubos com molho de gorgonzolla com cravo.
     Um milho cozido bem quentinho, perto do arroz integral com açafrão.
                         Hoje eu senti meu primeiro dia com sabores diversos e ávidos para serem experimentados.
                             Amanhã conto de meu contato com a faca do chef e cebola. rsrsrs
                                         Beijos e obrigada por ter estado aqui.

sábado, 14 de agosto de 2010

     Sou Rosa Simões, Psicóloga Clínica, Gestalt-terapeuta, portanto, cíclica e para quem não entende esta linguagem, basta dizer que fico feliz na maioria das vezes em atender minhas demandas e ouvir o que meu organismo informa.
     A proposta deste blog é oferecer um 'Mirepoix'. Esta mistura com nome francês  é um 'tempero básico para sopas e cozidos, leva o nome de seu criador, Duque de Lévis-Mirepoix séc. XVII. É uma mistura de cubos desigualmente cortados de cenoura, cebola e aipo, o alho-poró também é muito utilizado' (Le Cordon Bleu, p. 166). É utilizado para dar sabor em fundos, molhos e outras preparações.
     Aqui, meu mirepiox será uma mistura de culinária e comportamento. Escreverei minhas percepções e repassarei minhas aulas práticas para quem desejar ampliar seus contatos, consigo, comigo, com outros e ainda aprender técnicas de corte, cocção e etc. Será um espaço também para eu postar minhas receitas. Adoro comida natural e misturo 'coisas', ainda não tenho um nome adequado para o que uso, contudo, fica um 'ESPETÁCULO'.
      Espero que tenham uma ótima digestão comigo e pra começar, podem usar cominho, também chamado de alcaravia,  é picante, suave, terroso, suas sementes são usadas inteiras ou em pó em pratos indianos e mexicanos, além de carne de boi, frango, peixe, cogumelos, pães, pastelarias e cremes. É digestivo e tem outras tantas indicações. Pesquise. Se você for como eu, irá colocar o cominho onde sua intuição, criatividade e olfato te indicar. Conheça e fique livre para escolher e experimentar. Este é um princípio existencialista que em qualquer momento falo sobre ele. Bon appètit.