Estive radiante terça-feira 20/11. Fiz meu primeiro pão-bolo sem glúten (carinhosamente é assim que o chamo) e ficou espetacular, não só para mim, mas para quem o provou.
Fiz a opção de retirar o glúten de minha rotina alimentar por reagir desconfortavelmente após sua ingesta. Há anos não me arrisco com massas, quando o fiz, fiquei péssima. O pãozinho eu amava e ainda resistia, mas me sentia muito mal. Decidi então, definitivamente, retirar de minha vida o glúten. O resultado foi fantástico. Primeiro, uma redução rápida de peso e a qualidade de minha digestão e metabolismo que nunca foram maratonistas. Minha pele ficou visivelmente melhor, a ponto de receber comentários e até elogios.
Fiz esta escolha em março deste ano e hoje em dia, sinto-me leve quando faço ingestão de alimentos à base de amido, arroz, polvilho e milho.
Seu organismo sinaliza o tempo todo. Se você se permitir ficar atento ao sinais e ouvir os sintomas, pode fazer algo positivo por você.
Vou explicar brevemente sobre o glúten pra você ter uma idéia do que se trata.
Glúten é uma proteína. E esta é um composto orgânico de alto peso molecular, formada pelo encadeamento de aminoácidos. Estes são micro estruturas orgânicas utilizadas pelo organismo. Servem para formar enzimas, anticorpos, hormônios, fornecer energia, regula processos metabólicos.
Existem duas proteínas primordiais chamadas gliadina e glutemina. Encontradas nas sementes do trigo, cevada, triticale, centeio e aveia. Acontece uma combinação com mais duas amiguinhas, chamadas albumina e globulina. Estas parceiras se aliam ao amido dos cereais e oferece a viscoelasticidade da massa. Pense em preparar um pão. O glúten que está contido na farinha associado a água formam uma rede elástica que retem o gás carbônico proveniente da fermentação, o que promove maciez, coesão e um lindo crescimento da massa.
É perfeito para organismos que não tem sensibilidade à essa reação puramente química. Para os que têm intolerância, sensibilidade e até patologias graves, seu consumo é um veneno. Você não precisa necessariamente ter uma doença celíaca (doença crônica que afeta o intestino delgado) para aceitar que tem intolerância ao glúten. Pode ter uma sensibilidade reativa que se expressa com inchaço, má digestão, sensação de 'entupimento' intestinal. Nem sempre precisará ter diarréia ou ter o intestino responsivo a cada vez que comer produtos com glúten. Gases demais, inchaço e prisão de ventre são indicativos de sua sensibilidade. Este é o meu caso.
AGlobo News fez uma reportagem bacana sobre o tema. Dê uma olhadinha:
http://www.youtube.com/watch?v=urvi23Pm1iY
http://www.youtube.com/watch?v=iwGLlEHL3gY
Dr. Drauzio Varella explica a doença celíaca:
http://drauziovarella.com.br/estacao-saude/radio/doenca-celiaca/
Espero que tenha compreendido um pouco sobre o tema. Faça suas pesquisas, converse um pouco com outras pessoas, entenda se desejar sobre este assunto e compre meu pão-bolo. Estou começando a desenvolver uma linha especial de produtos deliciosos e sem glúten com preço acessível. O que o mercado lança é absurdamente caro e não tem o sabor que eu imprimo em minhas elaborações gastronômicas. Experimente!
Vou deixar uma receita perfeita de pão sem glúten. Adaptei a receita original e ficou ótimo. A receita não é minha, a adaptação sim.
Conto abaixo o processo.
Pão sem glúten de liquidificador
INGREDIENTES
2 x
farinha de arroz integral
3
colheres de sopa de polvilho azedo
3
colheres sopa de semente de linhaça
2
colheres de sopa de fermento químico
2 ovos
caipiras inteiros
2
colheres de sopa de azeite
1 xícara de água
1
colher de café de sal
1
colher de chá de açúcar demerara
MODO DE FAZER
Colocar
os líquidos primeiro. Água, azeite, ovos
(tirar a pele da gema). Bater.
Adicionar os secos e
por último o fermento.
Untar
a fôrma com óleo e farinha de arroz.
Forno
pré-aquecido a 180 graus. 40 minutos.
ATENÇÃO: eu comecei assim: No bowl (vasilha, bacia) escaldei o polvilho azedo com 1/2 xícara de água e 1 colher de manteiga (é necessário porque ele é muito azedo) por isso tem esse nome né? rsrsrs. Depois segui a recomendação da receita: líquidos e secos. Substituí a farinha de linhaça pelo gergelim. Eu considerei que tinha muito pó nesta receita, então alterei pelo grãozinho que é ótimo para o cérebro, sua memória agradece. Qualquer dia faço um pão e conto um pouco do gergelim.
o açúcar demerara foi substituído pelo mascavo. Este eu não tinha mesmo e nem o conheço bem. Mas o mascavo é tudo de bom. Deixou o pão moreninho, super lindo e com gostinho doce.
Misturei com o fuet (aquele batedor de claras manual) e posteriormente levei ao liquidificador. É preciso porque formou umas bolotinhas e nós não queremos isso em nossa linda massa. Eu bati o gergelim, mas você pode colocar por último.
Use a fôrma para bolo inglês. A massa cobre até 3/4 da fôrma. Fiquei com medo de entornar, mas mandei meu beijinho de sempre e deixei lá... deu tudo certo. siga exatamente a receita, a quantidade de fermento é fundamental para não errar. Você encontra facilmente está forminha para bolo inglês (por R$ 10,00, tem dois tamanhos e dois preços) naquela loja que sofreu um incêndio na nossa cidade. Não colocarei o nome por questão ética e óbvia, ainda não tenho um patrocínio. rsrsrs
ATENÇÃO: eu comecei assim: No bowl (vasilha, bacia) escaldei o polvilho azedo com 1/2 xícara de água e 1 colher de manteiga (é necessário porque ele é muito azedo) por isso tem esse nome né? rsrsrs. Depois segui a recomendação da receita: líquidos e secos. Substituí a farinha de linhaça pelo gergelim. Eu considerei que tinha muito pó nesta receita, então alterei pelo grãozinho que é ótimo para o cérebro, sua memória agradece. Qualquer dia faço um pão e conto um pouco do gergelim.
o açúcar demerara foi substituído pelo mascavo. Este eu não tinha mesmo e nem o conheço bem. Mas o mascavo é tudo de bom. Deixou o pão moreninho, super lindo e com gostinho doce.
Misturei com o fuet (aquele batedor de claras manual) e posteriormente levei ao liquidificador. É preciso porque formou umas bolotinhas e nós não queremos isso em nossa linda massa. Eu bati o gergelim, mas você pode colocar por último.
Use a fôrma para bolo inglês. A massa cobre até 3/4 da fôrma. Fiquei com medo de entornar, mas mandei meu beijinho de sempre e deixei lá... deu tudo certo. siga exatamente a receita, a quantidade de fermento é fundamental para não errar. Você encontra facilmente está forminha para bolo inglês (por R$ 10,00, tem dois tamanhos e dois preços) naquela loja que sofreu um incêndio na nossa cidade. Não colocarei o nome por questão ética e óbvia, ainda não tenho um patrocínio. rsrsrs
Observações durante o processo de cocção:
No forno. Aguardo ser assado. Estou digitando um novo conto e dou uma espiadinha nele. Avistado daqui está com uma cor linda e uma aparência
apetecível. Cresce sensível e lentamente. O café está pronto e meus pães de queijo estão assando também. Terei meu
primeiro café sem glúten, parcialmente preparado por mim. Estou na expectativa de
meu primeiro pão sem glúten. Você pode achar uma bobeira sem tamanho, mas comer é pra ser prazeroso, preenchedor e não entupidor como é pra mim. Mas tente ficar feliz por mim, foi um dia gastronomicamente especial.
Tenho uma foto, mas não tenho o cabo para passar para meu blog. Assim que conseguir eu posto. Ficou lindo. Perfeito se posso me dar esse prazer para designá-lo.
Espero que experimente e sinta-se tão feliz quanto eu me senti neste dia. O melhor foi a confirmação de alguns familiares e um amigo para quem levei meu primeiro pão-bolo sem glúten. Ele entrará em meus produtos para pessoas sensíveis. (rsrsrs).
Caso não queria fazer, encomende.
Abraços e obrigada pela visita.
P.s. Amanhã irei postar a receita de meu primeiro Tofu. Divino é o termo, caso no céu sirvam tofus.
beijos rosa
