quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Pão-bolo sem glúten

Olá.
Estive radiante terça-feira 20/11. Fiz meu primeiro pão-bolo sem glúten (carinhosamente é assim que o chamo) e ficou espetacular, não só para mim, mas para quem o provou.
Fiz a opção de retirar o glúten de minha rotina alimentar por reagir desconfortavelmente após sua ingesta. Há anos não me arrisco com massas, quando o fiz, fiquei péssima. O pãozinho eu amava e ainda resistia, mas me sentia muito mal.  Decidi então, definitivamente, retirar de minha vida o glúten. O resultado foi fantástico. Primeiro, uma redução rápida de peso e a qualidade de minha digestão e metabolismo que nunca foram maratonistas. Minha pele ficou visivelmente melhor, a ponto de receber comentários e até elogios.
        Fiz esta escolha em março deste ano e hoje em dia, sinto-me leve quando faço ingestão de alimentos à base de amido, arroz, polvilho e milho.
              Seu organismo sinaliza o tempo todo. Se você se permitir ficar atento ao sinais e ouvir os sintomas, pode fazer algo positivo por você.

      Vou explicar brevemente sobre o glúten pra você ter uma idéia do que se trata.
     Glúten é uma proteína. E esta é um composto orgânico de alto peso molecular, formada pelo encadeamento de aminoácidos. Estes são  micro estruturas orgânicas utilizadas pelo organismo. Servem para formar enzimas, anticorpos, hormônios, fornecer energia, regula processos metabólicos.
Existem duas proteínas primordiais chamadas gliadina e glutemina. Encontradas nas sementes do trigo, cevada, triticale, centeio e aveia. Acontece uma combinação com mais duas amiguinhas, chamadas albumina e globulina. Estas parceiras se aliam ao amido dos cereais e oferece a viscoelasticidade da massa. Pense em preparar um pão. O glúten que está contido na farinha associado a água formam uma rede elástica que retem o gás carbônico proveniente da fermentação, o que promove maciez, coesão e um lindo crescimento da massa.
É perfeito para organismos que não tem sensibilidade à essa reação puramente química. Para os que têm intolerância, sensibilidade e até patologias graves, seu consumo é um veneno. Você não precisa necessariamente ter uma doença celíaca (doença crônica que afeta o intestino delgado) para aceitar que tem intolerância ao glúten. Pode ter uma sensibilidade reativa que se expressa com inchaço, má digestão, sensação de 'entupimento' intestinal. Nem sempre precisará ter diarréia ou ter o intestino responsivo a cada vez que comer produtos com glúten. Gases demais, inchaço e prisão de ventre são indicativos de sua sensibilidade. Este é o meu caso.

 AGlobo News fez uma reportagem bacana sobre o tema. Dê uma olhadinha:
http://www.youtube.com/watch?v=urvi23Pm1iY
http://www.youtube.com/watch?v=iwGLlEHL3gY

Dr. Drauzio Varella explica a doença celíaca:
http://drauziovarella.com.br/estacao-saude/radio/doenca-celiaca/

Espero que tenha compreendido um pouco sobre o tema. Faça suas pesquisas, converse um pouco com outras pessoas, entenda se desejar sobre este assunto e compre meu pão-bolo. Estou começando a desenvolver uma linha especial de produtos deliciosos e sem glúten com preço acessível. O que o mercado lança é absurdamente caro e não tem o sabor que eu imprimo em minhas elaborações gastronômicas. Experimente!
      Vou deixar uma receita perfeita de pão sem glúten. Adaptei a receita original e ficou ótimo. A receita não é minha, a adaptação sim.
                           Conto abaixo o processo.

              
Pão sem glúten de liquidificador

                INGREDIENTES

                2 x farinha de arroz integral
                3 colheres de sopa de polvilho azedo
                3 colheres sopa de semente de linhaça
                2 colheres de sopa de fermento químico
                2 ovos caipiras inteiros
                2 colheres de sopa de azeite
                 1 xícara de água
                1 colher de café de sal
                1 colher de chá de açúcar demerara
               
                MODO DE FAZER
                Colocar os líquidos primeiro.  Água, azeite, ovos (tirar a pele da gema). Bater.
                Adicionar os secos e por último o fermento.
                               Untar a fôrma com óleo e farinha de arroz.
                Forno pré-aquecido a 180 graus. 40 minutos.

ATENÇÃO: eu comecei assim:  No bowl (vasilha, bacia) escaldei o polvilho azedo com 1/2 xícara de água e 1 colher de manteiga (é necessário porque ele é muito azedo) por isso tem esse nome né? rsrsrs. Depois segui a recomendação da receita: líquidos e secos. Substituí a farinha de linhaça pelo gergelim. Eu considerei que tinha muito pó nesta receita, então alterei pelo grãozinho que é ótimo para o cérebro, sua memória agradece. Qualquer dia faço um pão e conto um pouco do gergelim.
o açúcar demerara foi substituído pelo mascavo. Este eu não tinha mesmo e nem o conheço bem. Mas o mascavo é tudo de bom. Deixou o pão moreninho, super lindo e com gostinho doce.
Misturei com o fuet (aquele batedor de claras manual) e posteriormente levei ao liquidificador. É preciso porque formou umas bolotinhas e nós não queremos isso em nossa linda massa. Eu bati o gergelim, mas você pode colocar por último.
Use a fôrma para bolo inglês. A massa cobre até 3/4 da fôrma. Fiquei com medo de entornar, mas mandei meu beijinho de sempre e deixei lá... deu tudo certo. siga exatamente a receita, a quantidade de fermento é fundamental para não errar. Você encontra facilmente está forminha para bolo inglês (por R$ 10,00, tem dois tamanhos e dois preços) naquela loja que sofreu um incêndio na nossa cidade. Não colocarei o nome por questão ética e óbvia, ainda não tenho um patrocínio. rsrsrs
               
 Observações durante o processo de cocção:
  No forno. Aguardo ser assado. Estou digitando um novo conto e dou uma espiadinha nele. Avistado daqui está com uma cor linda e uma aparência apetecível. Cresce sensível e lentamente.  O café está pronto e meus pães de queijo estão assando também. Terei meu primeiro café sem glúten, parcialmente preparado por mim. Estou na expectativa de meu primeiro pão sem glúten. Você pode achar uma bobeira sem tamanho, mas comer é pra ser prazeroso, preenchedor e não entupidor como é pra mim. Mas tente ficar feliz por mim, foi um dia gastronomicamente especial.
                     Tenho uma foto, mas não tenho o cabo para passar para meu blog. Assim que conseguir eu posto. Ficou lindo. Perfeito se posso me dar esse prazer para designá-lo.
                      Espero que experimente e sinta-se tão feliz quanto eu me senti neste dia. O melhor foi a confirmação de alguns familiares e um amigo para quem levei meu primeiro pão-bolo sem glúten. Ele entrará em meus produtos para pessoas sensíveis. (rsrsrs). 
                   Caso não queria fazer, encomende. 
                                Abraços e obrigada pela visita.

P.s. Amanhã irei postar a receita de meu primeiro Tofu. Divino é o termo, caso no céu sirvam tofus.
beijos rosa









quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Bolo fofinho de chocolate

Olá,
Tenho feito muitas 'comidhinhas' gostosas e não tenho postado. Hoje vou colocar meu bolo de chocolate fofinho. No tempo certo do doce, porque ficou com gosto de chocolate e chocolate, que na verdade é o desejo de todo chocólatra ou humildes apreciadores de choco.
    O bolo é simples, receita caseira. Ele tem uma historinha, vou contá-la.
    Carolina é minha linda sobrinha. Hoje já tem 9 anos, mas desde pequeninha é minha parceira, na cozinha, na casa, enfim... certa vez, menorzinha, acho que com 7 anos, ela me pediu para ensiná-la a colocar o pregador nas roupas. Lindo! Me ajuda sempre se sentindo segura, pois agora, já sabe usar o pregador corretamente. Bom, estávamos na cozinha segunda-feira dia 12/11 e ela comentou que teria prova de português e precisaria acertar palavras com s, ss e sc. Eu então, fiz uma proposta: que tal a gente brincar de ditado? se você acertar até 15 palavras, escolhe um presente. Ela acertou 13 e eu refiz a brincadeira. Fui inventando formas divertidas para ela acertar cada vez mais e com isso ir apreendendo as palavras. No final da brincadeira, ela já havia escrito quase 40 palavras diferentes e refez as que errou. Escolheu o presente: cup cakes. Ela adora. Deveria ser de chocolate com recheio e cobertura. Não consegui fazer o recheio, já estava cansada, fiquei o dia todoa na cozinha, então fiz a receita rapidinho. Finalizei com ganache e confeito de chocolate. Fez um super sucesso!
    Então, lá vai a receita, caso queira fazer em casa para aqueles que ama:
  
                                           Bolo de chocolate fofo

    INGREDIENTES:
                    4 colheres de manteiga sem sal
                     1 xícara de açúcar
                      2 ovos
                      2 xícaras de farinha de trigo
                      1 xícara de leite
                      1 xícara de chocolate em pó
                      1 colher de sopa de fermento em pó
                      1 colher de chá de bicarbonato de sódio
                           gotas de essência de limão

             MODO DE FAZER:
             Bata as claras em neve e reserve.
             Bata as gemas, com açúcar e a manteiga.
             No bowl (tigela) adicione a farinha e o chocolate peneirados.
              Acrescente alternadamente a farinha e o leite.
              Adicione as claras em neve. Pingue as gotinhas de essência. (se tiver limão, raspe a casca)
              Por último, agregue o fermento e o bicarbonato.
               Leve ao forno a 180 graus por mais ou menos 30 minutos.
 
                   Pode assar os cup cakes ou numa fôrma pequena.

                 COBERTURA:
                   100 g de chocolate em barra
                    1 caixa de creme de leite
                     Pique o chocolate. reserve.
                     Ferva um pouco de água e coloque o bowl com o chocolate. Misture até derreter. Adicione o creme de leite. Cubra os bolinhos ou o bolo. Salpique o confeito de preferência.

                                  Bom apetite!  

segunda-feira, 4 de junho de 2012


Olá.
              O texto abaixo complementa o texto postado: 'Explicando as manhãs com noz'. Minha intenção era escrever minhas impressões todos os dias, mas adversidades, outros compromissos e variadas emoções me impossibilitaram. Escreverei com calma e tempo, já formada. Falta pouco. Terei muito tempo para cozinhar e escrever, fazendo disso um exercício duplamete delicioso.
           Ache o texto mencionado acima e depois leia minha nova postagem.
            O texto de hoje foi um pedido de minha amiga Rosalina. Passamos um dia lindo ontem 3/6/2012 na Fazenda União em Rios das Flores. Ela gostaria de dizer a todos o que sente e pensa acerca desse processo vivenciado por nós, contudo, não aconteceu, mas eu gostaria de deixar postado e quando alguém ligado a nós ler, poderá perceber o quê o curso fez por nós e ainda como pensamos sobre algo tão significativo que nos mobilizou. Conversávamos por horas acerca do tema: Diferença, individualidade, singularidade...


            Hoje é 3 de junho de 2012.
            Quase dois anos juntos. Não somos mais 40 e poucas pessoas. Como boa redução, chegamos a 25 alunos. Recebemos colegas de outro turno, agregaram sua presença, sua alegria, suas particularidades.  As perdas como percebidas por mim, aconteceram cada uma em seu tempo, com seus motivos. Habituamos à ausência.
            Vivenciamos o que pudemos. Fomos bacanas ou babacas em períodos diferentes de nossa própria cocção. Estamos em processo de formação, de crescimento, de construção de uma nova identidade: de gastrônomos. Sairemos ainda por construí-la.
            Nossa singularidade sempre foi algo que mobilizou a todos. Conviver com o diferente e respeitá-lo era um convite, recusados por alguns, aceito amplamente por outros e respeitados por aqueles que se diferenciam. Na verdade, se pensarmos de forma plena, diferente sou eu de você, que difere do outro ao seu lado, que por sua vez não é igual ao seu colega de carteira, que se diferencia do colega de trás e este do amigo da frente. Enfim, apontar a diferença e se incomodar com ela é resumidamente, incomodar-se consigo.  O outro não é só aquilo que me incomoda, ele é também, e com certeza, tem mais um monte de características que podem ser elevadas ao plano da suportabilidade e outras da mais alegre, natural, leve e tranquila aceitabilidade.
            Apelidos engraçados surgiam a partir de um simples olhar, de um jeito particular ou só de lembrar de algum personagem. Jeito especial merece risos. Por nada e por tudo surgiam em cada manhã novos apelidos e novos risos, comportamento cíclico, como a vida da gente. Passamos uns bocados. Tanto na vida pessoal, quanto na acadêmica.
            A proposta subliminar neste curso é: respeitar as diferenças, conviver com o outro sem exigir tanto que ele seja como eu desejo. Obviamente, o outro não tendo tanta afinidade, vai lidar menos comigo, mas isso não é um problema, desde que me respeite. Sou de um jeito antes de ser para o outro do seu jeito.
            Crescemos, rimos, choramos, surtamos, erramos, aprendemos, divertimos, nos comprometemos, amamos e não gostamos tanto. No final, terminamos esta etapa. Ah! Não posso deixar de mencionar, comemos pra caramba, parecendo fugidos de grandes secas. Essa compatibilidade temos em comum, todos, indiscutivelmente. Até quem come ‘só  uma lágrima', aprecia o ato de comer. Pegamos emprestado da cozinha muita comidinha, coisinhas, delícias que descobrimos sermos capazes de elaborar e reproduzir.
            Hoje, um dia especial escolhido para comemorarmos tudo isso e nossa singularidade, com nossa personalidade ímpar que nos aproxima, ora nos afasta, mas nos faz sermos assim, indivíduos.
            O curso de gastronomia cumpriu seu objetivo, formou gastrônomos, e como todo bom cozinheiro, sabemos que as cocções são diferentes para cada ingrediente e proposta. Somos nós em processo de cocção e desejo a todos os melhores temperos e condimentos para que o cotidiano seja mais harmônico, afetivo, divertido, amoroso e respeitável.
            Com natural afeto.
                                           Rosalina e Rosa Simões
                                                       Fazenda União 3 de junho de 2012.
           
           
           

domingo, 15 de abril de 2012

creme de feijão carioca

Olá.
Hoje fiz um creme de feijão carioca recheado com frango marinado no limão e hortelã. Na verdade, gostaria de reproduzir minha última receita na aula de cozinha brasileira, mas não tinha o feijão fradinho. Ficou uma delícia. Quando acabei de comer, me lembrei do tutu... lembra? Falei pra minha mãe, que os meus irmãos (que ainda iriam comer meu feijão) poderiam chamá-lo de tutu... tudo bem. Pode ser chamado assim, mas prefiro o nome de creme de feijão... recheado. rsrsrs
Então, se der vontade de fazer, abaixo a ficha técnica. Peço desculpas porque não pesei nada hoje. Vou deixar mais ou menos como usei ok?

FEIJÃO CREMOSO RECHEADO

INGREDIENTES:
feijão carioca       3 xícaras
farinha de linhça  3 colheres de sopa
farinha de rosca    4 colheres de sopa
pimenta dedo de moça      2 pequenas
sal                                        Quanto baste
cebola                                2 unidades pequenas
alho                                    2 dentes
leite de coco                       50 ml
peito de frango sem osso     400 G
hortelã                                 5 galhos
louro                                    4 folhas
 limão                                   1 unidade
molho shoyo                        Quanto Baste
queijo parmesão                   Quanto Baste

Cozinhar o feijão com folhas de louro. usei 3 xícaras. Depois processá-lo no liquidificador. Coar. Adicionar um pouco de farinha de rosca e farinha de linhaça. Leite de coco, sal e pimenta dedo de moça.  Reservar.
Picar o frango em Julienne (tiras). Marinar no limão, molho shoyo, sal, hortelã e dois dentes de alho.
cozinhar em fogo baixo.

Num refratário agregar o feijão, adicionar cebolas picadas, rechear com o frango, cobrir com o restante do feijão, acrescentar queijo parmesão ralado e levar ao forno até gratinar.

Acompanhei com salada verde com mexerica, tomate cereja, semente de girassol tostada, etc.
Arroz integral e um salteado de pimentão amarelo, abobrinha ralada, cebola e pimenta dedo de moça.

Bom apetire.
ps. ficou muitooooooooo bom....

sábado, 17 de março de 2012

Creme de batata Rosa

Olá. Um saudoso e expressivo olá talvez para mim mesma. Não divulgo meu blog, talvez por isso não tenho leitores, ao menos, alguns para ler, comentar e experimentar minhas ideias gastronômicas. De qualquer maneira, hoje senti vontade de postar uma ficha técnica de um creme que fiz ontem para minha mãe. Ela acordou com dores abdominais oferecidas por seu intestino há décadas aprisionado em si mesmo e perguntei a ela: - que tal um caldinho de batata? Sugestão que após alguma reflexão foi agradecidamente aceita. Então, organizei-me e preparei essa delícia suprema. Ficou  mesmo muiiiiiiiittttooo bom. Para dias frios -  perfeito, para os ensolarados.... um saudável risco.
Almoçamos nosso caldo. À noite, como eu me recusava a sair da cama e de meu joguinho de atenção, ela me presenteou com aquele  caldo deliciosamente cremoso, com um aroma instigante e um sabor... Rosa. rsrsrs

Com natural afeto por mim mesma, por minha mãe um expressivo amor e para vocês anônimos que por ventura passarem por aqui, um carinho com gosto de batata inglesa e suas companhias...

Creme de batata Rosa
INGREDIENTES                                                   
2 unid. grandes  Batata inglesa                                                                          
1 dente de alho
3 ramos de salsinha
5 g de gengibre                                     
10 unid. de oliva verde picada                                
1 colher de chpa de cúrcuma                                        
200 ml de creme de leite                                 
200 ml Leite                                                 
1 fio de azeite                                              
1 pitada de sal    light                                        
1 colher de sopa de erva doce                                         

 
MODO DE FAZER

Cozinhar as batatas com água, cúrcuma, erva doce e sal.
Bater no liquidificador o alho, gengibre juntamente com as batatas já cozidas.
Levar a mistura ao fogo com um fio de azeite, o leite e ferver.
Adicionar a oliva, salsa e sal.
Desligar o fogo e agregar o creme de leite.
 Salpicar com erva doce e decorar com folhas de salsa.

Servir quente.

Delicie-se.
Até mais.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Pensamentos cotidianos

Desfrutar o vinho, para aqueles que os estuda.
Degustar vinhos, para todos que o desejam.
Beber vinho, para todos os alcóolatras.
Apreciar vinhos, somente para os que os compreende.
Rosa Simões


Após estudar sobre vinhos...

domingo, 7 de agosto de 2011

Espaguete 8 com atum e etc.

Olá. Acabei de fazer um espaguete delícia e não poderia deixar de postar a ficha técnica. Na verdade, não pesei nada, então, deixarei indicativos de quantidade, ok?

INGREDIENTES

400 g de espaguete 8
3 tomates médios
2 dentes de alho
1 cebola média
3 tiras de + - 15 de 5 cm de gengibre
50 g de uva passa preta
QB - quanto baste de Sal
QB de margarina
1 ramo de alecrim seco
2 pitadas de cominho
1 fio de azeite
3 folhas de limão
raspas de limão
3 ovos cozidos e cortados em rodelas
1/2 colher de sobremesa de cúrcuma
1 lata de atum
QB de queijo parmesão ralado

MODO DE FAZER

Ferver a água para cozinhar o macarrão com 1 fio de azeite, sal a gosto e o cominho.
Retirar após 10 minutos ou se preferir al dente em menor tempo.

Picar o alho, a cebola e o gengibre em Brunoise - corte quadrado pequeno
Picar o tomate  em Julienne - tiras finas

Em uma panela, adicionar 2 colheres de sopa de margarina, agregar o alho, cebola e gengibre, deixar  liberar sues aromas. Adicionar o tomate, alecrim, uva-passa, atum, raspas e cascas de limão. Por último o sal.
Deixar a cebola liberar um pouco de água e cozinhar brevemente em fogo baixo por 15 minutos.

Em uma panela, adicionar margarina, o macarrão devidamente escorrido e  a cúrcuma.

Dispor sobre a travessa, o macarrão, o molho, os ovos cortados em rodelas e por cima o queijo ralado.

Servir quente.

Bom apetite. Espero que gostem.
bjs

quarta-feira, 29 de junho de 2011

CONSTRANGIMENTO

Posso começar este conto explicando os rumores da ‘fofoca’, mas prefiro discorrer sobre coerência, ética, diálogo, assertividade e ‘ o feio fica pra quem faz’. Expressão antiga, usada por minha bisavó. Ao longo dos anos venho expressando esta frase e sempre imbuída da certeza de meus comportamentos e postura ética.
         Um amigo com quem não falo há alguns dias me pergunta como estou após o ‘episódio com o professor’ e fico surpresa. Como sabe disso? Fulano me contou. Mais surpresa fiquei. O fulano ficou sabendo por ‘fofoca’. E esta, impeditiva da verdade, dos fatos, ou simplesmente dos fenômenos, irradia como uma substância atômica e atinge cada um de forma particular, e depois continua sua propagação. Nociva, injusta na maioria das vezes e velada para aqueles incapazes de serem assertivos.
         Os nós nas relações interpessoais promovem incômodos, mal-estar, desajuste de afeto e comprometimento da imagem, da referência. Há dificuldade em dizer: ‘ei, vem cá, preciso ter certeza de...’ e assim, algo como uma boa conversa, mesmo que maquiada, seria viabilizado e os tais ‘nós’ poderiam se desfazer e outros tipos de comportamentos reacionais surgiriam, dando a possibilidade de esclarecimento de fatos, de atos e até de tais ‘fofocas’.
 Mas para alguns, ainda incrustados ou recostados no suposto lugar de ‘autoridade’ como no cargo provisório de docente, preferem picuinhas imaturas, revoltas insensatas, injustiças morais e usam deste lugar para exprimir um incômodo pessoal, com direção, com foco pontual e cometem o engano de solicitar sob ameaça que o aluno não permaneça em aula.
         Aluno investido de direito legal, autorizado pela coordenação a frequentar a aula daquele jeito, vestido com aquela roupa, trajando aquele ‘uniforme’. E sob ameaça de não avaliar o grupo, o ‘docente’ informa que a presença do aluno com quem ele não conversa em tons maduros, assertivos e éticos, seria prejudicial.
          O aluno se retira sob ameaça e solidariamente ao grupo, que ironicamente compunha-se de 7 membros, 4 vestidos exatamente com aquele traje, com aquela roupa, autorizada pela coordenação, há 1 ano entrando e saindo da cozinha, da mesma forma, com a mesma roupa. Somente este aluno, vestido desse jeito há 1 ano, entrando e saindo daquela cozinha, com aquela roupa de sempre, é ‘expulso’. Coerência? Falemos dela agora? Preciso?
         Relações humanas são frágeis, pessoas são fragilizadas, homens pouco sábios, imaturos e medíocres são arrogantes, escondem-se em lugares chamados de docência para exercer um poder que não conseguem. Falta-lhes algo, menos arrogância, diminuído orgulho, uma pitada de maturidade, um cocção longa de inteligência e grandes colheradas de ética.
         Ética... Questão de fronteira? Depende de que lado você está da bancada?
         Engano. Contaminação. É isso que comentários maledicentes fazem e quando esbarram em um ‘professor’ com as características acima, então, adeus a possibilidade da assertividade, ética, justiça e bom senso.
         O tom do constrangimento que alguém sente por ser injustamente expulso de seu lugar de direito, é extremante particular e precisa ser respeitado. O que se faz com o que se sente é por conta daquele que sente. Medidas legais podem ser tomadas, solicitação de boletim de ocorrência pode ser lavrada, ação civil, indiferença, pena e quaisquer outros tons, são da ordem da singularidade. Aos que fofocam não cabe julgar. Já acham tanto fofocando.
         Comiseração. Nenhuma, afinal, pra que tanto, não é? Não foi com você. Então não dói. Se os fofoqueiros fossem empáticos, suas posturas seriam diversas. Mas a eles cabe só achar, comentar, falar, dizer sobre, discorrer e cada conto, um ponto, uma vírgula e mais uma condenação da imagem de alguém.
         A quem cabe ouvir, ignora. ‘Até meio dia quero estar em casa’. A quem dizer do fato? Pra quem informar o engano, o agravo, o constrangimento? Meio dia ele precisa estar em casa.
         Agora, minha parte melhor pra escrever pela primeira e última vez esse conto. ‘O FEIO FICA PRA QUEM FAZ’. Não preciso dizer muito sobre isso. O desrespeito, o constrangimento, o mal-estar, o nervoso e as lágrimas doídas pela injustiça, exposição indevida, ausência de apoio e taquicardia ficou naquela sexta-feira, último dia de aula. O convite era divertir, rir e finalizar comendo pipoca e mexerica geladinha. E terminou engasgado, um tanto doído e absurdamente constrangido.
         Este termo acima em negrito percorreu este texto em sua essência, para explicitar que aquele aluno, naquele determinado ato, sentiu-se assim e fez uma escolha. E hoje, faz outra. Contar um conto.

quarta-feira, 2 de março de 2011

JACU .. Eu? Tu? Nós?


            Olá,
            Recomeço a escrever motivada pela escuta pela segunda vez de um termo pejorativo que não me define, muito menos os meus amigos do 2º período do curso de Gastronomia: JACU.
            Vamos entender este termo em sua especificidade?

JACU: Classificação morfossintática:
Substantivo masculino singular.
Sinônimos: boboarigóbabaquarabrocoió,  caiçara, casca-grossa, 
guasca,  
jeca-tatumandioqueiromocorongo, pé duro,  roceirorudesaquarema
sertanejotabaréutosco  e xucro.

Antônimo: esperto.

                Palavras relacionadas: caipiraignoranteiletradoburro.

Substantivo masculino.
     1. Ave galiforme da família dos cracídeos, gênero  Penelope ochrogaster, arborícola, que possui garganta nua com   barbela (dobra de pele na parte inferior do pescoço) vivamente colorida, especialmente nos machos   durante o período reprodutivo; alimentam-se de frutas,   folhas e brotos.
  2. Derivação por extensão de sentido: por causa   da sua   aparência desajeitada e seu comportamento que parece desnorteado, o nome da ave passou a designar pessoa desajeitada, feia, acanhada; é também sinônimo de caipira, jeca.
Etimologia: Do tupi ya`ku, ave galiforme da família dos cracídeos, o que come grãos.


               
                Estou pensando como começar a escrever este texto. Acredito que a melhor maneira será descrever o fenômeno, assim, você, caríssimo leitor, poderá compreender meu impacto e de alguns amigos ao escutarmos pela segunda vez que somos JACUS.
                A alusão ao termo refere-se a observação do professor acerca de alguns alunos que ao apresentarem o estudo de um texto, encostaram no ‘quadro negro’ para se sentirem um pouco mais seguros ou menos ameaçados;  ou por sua timidez, reservaram-se ao direito de serem expostos sem nada dizer e ainda, por não terem a habilidade de expressar-se em público, não apresentaram  a desenvoltura ou domínio de apresentação e oratória.
                O professor sugere a todos que façamos workshops gratuitos oferecido por nossa instituição de ensino com os temas: "Vencendo o medo de falar em público' e Técnicas de apresentação de trabalhos'.
                Eu e meu grupo estávamos prontos para apresentarmos nossas conclusões acerca do texto estudado, quando minha amiga fixamente olhando para mim, com uma expressão de insatisfação, me diz algo sobre não aceitar o termo JACU como referência a nossas particulares características. Solicito então ao professor que não nos chame dessa maneira.
                Ratifiquei a importância do mesmo nos considerar alunos em formação, pessoas em processo contínuo de desenvolvimento, pessoas tímidas, introspectivas e sem o desenvolvimento de algumas habilidades, como a facilidade em expressar-se em público, mas JACU, não! Não somos JACUS.
                Ele então pede a palavra e educadamente começa a nos contar a etimologia da palavra jacu. Conta a história de uma espécie de macaco que faz cocô, que é comido por uma ave de nome JACU, que come café e faz cocô. De suas fezes são retirados os grãos que ele comeu e por serem de extrema qualidade, tornam-se um caríssimo café, com alto preço no mercado. Sinto-me confusa e com um remexer no meu intestino, quanto mais ele falava, mais eu considerava que ele estava piorando a situação. O que exatamente éramos? Macaco? (Que macaco é esse nessa história?) Cocô? Jacu? Grão de café do pé ou grão de café defecado?
                Fiquei absorta na história e cada vez que ele alongava a explicação do termo pejorativo aludido a nós eu me perguntava:  O que somos agora? Passarinho, macaco, cocô, café raro? O que ele quis dizer exatamente com essa metáfora? Entre quase risos e surpresa, ficamos aguardando o fim da história. Eu digo a ele que o senso comum nos diz que JACU não era nada daquilo que ele estava dizendo, para todos nós, jacu é um indivíduo MANÉ, LIMITADO, BURRO, IGNORANTE, LESADO, IGNORANTE, BOCOIÓ.
                Ele educadamente diz em uma linguagem subliminar que somos ignorantes porque não conhecíamos a história do jacu que faz cocô e de suas fezes surgem os melhores grãos de café que chega a custar U$ 800,00 no exterior. Pesquisei e descobri que  no Espírito Santo, onde é produzido, sai por uma bagatela de R$ 272,00 o quilo.  Antes ele havia nos dito que por não sabermos técnicas de apresentação de trabalho somos jacu... Então somos  manés antes por não sabermos, durante  também por não  sabermos e depois de sua história, ainda não sabemos...  Hein???
               Questiono: Se o cocô do jacu é supra-sumo do café de extrema qualidade, porque ele iria nos convidar a fazer um curso de técnicas para apresentar trabalho em sala de aula e de oratória? Se já somos considerados o café especial, não precisamos de polimento. Concorda?  Ele quis consertar, mas não conseguiu. Nos subestimou.               
               Outra pergunta:  Se estamos enganados em entender que o que ele quis dizer com o termo JACU não é uma pessoa acanhada, ignorante, iletrada e bocó, pra que nos mandar fazer um curso de COMO FALAR EM PÚBLICO?
                Quero lembrar que ele ainda não nos conhece. Apenas uma faceta de nós ele reconhece quando nos solicita apresentar a compreensão de um texto. Somos jovens e adultos, alguns pais, mães, filhos zelosos e carinhosos, amigos afetuosos, tios e tias divertidos,  irmãos, parceiros, profissionais liberais, empresários, advogados, psicóloga e profissionais da gastronomia. Apenas alguns mais inibidos, tímidos, sem informação, sem treinamento. Ainda.
                Professor: Pode nos chamar de: Alunos tímidos, pessoas em desenvolvimento, indivíduos introspectivos, que desconhecem técnicas, que ainda não exploraram todo o seu potencial criativo e de capacitação, mas JACU, não.
                Não queremos, não precisamos e não estamos comprometidos com um curso de formação tecnológico superior com um custo caro para sermos designados por JACU... Não moramos na JACULÂNDIA, NÃO COMEMOS GRÃOS DE CAFÉ, NEM COCÔ.
                Talvez alguns façam o workshop porque é uma oportunidade interessante, enriquecedora.  É a oportunização para reconhecermos em nós algumas potencialidades e escondidas habilidades.
                Obrigada pela sugestão. Você é uma aquisição para a instituição muito importante. É capacitado, tem experiência, domina o conteúdo de sua disciplina e tem conhecimentos gerais. Contudo, o termo usado para nos expressar foi inadequado. Sua observação sobre nós é corretíssima. Acredito que deveríamos ter uma disciplina sobre postura, técnicas, recursos, oratória, etc. Mas estamos satisfeitos com a viabilidade do workshop.
                Este é seu papel também enquanto educador, nos orientar, querer o melhor de nós e até acreditar no melhor de nós.
                Desconsidere o termo JACU. Deixe o mesmo para o próprio jacu, que de bobo, ignorante, acanhado, burro, caipira e jeca não tem nada, porque conta a ‘lenda’ (na verdade, estudos do comportamento do jacu) que os grãos do Jacu Bird (marca do Café do Jacu tipo exportação, que é produzido na fazenda Camocim, em Pedra Azul, Domingos Martins, Espírito Santo),  são colhidos das fezes do próprio jacu, que come os melhores frutos do cafeeiro, aqueles sem defeito e completamente maduros. Viu? Nem o Jacu é um jacu...
                                   Portanto, o termo não nos representa nem nos designa.
                                              
               
Conhecendo a produção do café do jacu, leia:
Caso queira se divertir com o café do jacu, leia:

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Poema de Madre Teresa de Calcutá.

   Olá,
  Lendo um poema de Madre Teresa de Calcutá senti vontade de deixá-lo aqui para reflexão.
   É direcionado para mulheres, mas amplio a oferta para os homens e jovens pessoas que sonham, esperam, têm expectativas e desejos. Lembrei-me da minha turma de gastronomia. Estamos experimentando passar dias juntos, próximos, divertidos, às vezes polêmicos, emocionais, afetados, pensativos, amorosos e gastronômicos. Cada um junto com os outros e consigo mesmo, passos curtos, outros mais largos, alguns alargados, contudo, todos, na caminhada. E como digo de vez em quando, o caminhar é solitário, a caminhada é compartilhada. Obrigada por dividirem este percurso.
                  Boa sorte a todos em sua caminhada, trote, pedalada, corrida ou simplesmente em seu andar.

   "Tem sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos... Mas o que é importante não muda; a sua força e convicção não têm idade. Quando não consigas correr através dos anos, trota. Quando não consigas trotar, caminha. Quando não consigas caminhar, usa uma bengala. Mas nunca te detenhas, mulher!!!!

sábado, 18 de setembro de 2010

Ova mellita - hoje Omelete Carolina

Olá,
Em minha aula de História da alimentação, conheci a 'ova mellita', termo latino que significa 'ovos adocicados'. Do latim Ova - plural de ovu  = ovos. Mellitus = melde sabor adocicado. Preparado em Roma, na antiguidade. 'Ovos batidos e cozidos em uma panela plana de barro com mel'. Bom, como entendi que eram ovos batidos com mel, fiz hoje uma variação com  minha sobrinha pequena e ficou uma delícia. Mas como estou aprendendo sobre gastronomia, se tivesse lido no site que indico abaixo sobre a omelete, teria batido as gemas separadas das claras, com certeza ficariam mais leves. Enfim, como não sou romana, não vivo no século II e adoro misturar sabores, eis minha receita. Ficou um espetáculo....
Vou dar o nome de 'Omelete Carolina' porque hoje, ela foi a única que experimentou, repetiu e adorou minha comida. rsrsrs
                                  OMELETE CAROLINA

          2 ovos batidos
         1/2  cebola pequena  picada em brunoise (cubinhos)
         1 pouquinho de tomilho
          1 tanto de creme de leite
          1 punhado de queijo ralado
         1 pitada de cúrcuma
                                         Frite no azeite.
                        Acompanhei com  arroz integral com grãos, banana picada e  torradas de alho.
Bom apetite.

Conhecendo sobre omelete: <http://www.bolsademulher.com/familia/viajando-na-omelete-2066.html>

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Endorfinas e Bolo de Mexerica

Ainda temperamos nossas manhãs com ‘noz’ e hoje em dia um novo tempero, o alecrim - Rosmarinus officinalis, planta nativa da região mediterrânea - Foi muito apreciada na Idade Média e no Renascimento. Devido ao seu aroma característico, os romanos designavam-na como rosmarinus, que em latim significa orvalho do mar. Faça um chá e se permita um bem-estar generalizado.


Rir é absurdamente digestivo. Acontece em todas as manhãs. Inevitavelmente surgem suspiros, comportamentos, falas, jeitos, enredos, textos, novelos linguísticos. Nem sempre estamos ou nos sentimos felizes e talvez alguns de nós não tenhamos tantas designações para rir, entretanto, há uma atmosfera de bem-estar que percorre a todos, ao menos, naquelas horas matinais. Sem percebermos, isto é um acalento psicofisiológico, uma vez que vários hormônios são liberados em nossa corrente circulatória, promovendo sensações de alegria, prazer, relaxamento, como acontece quando e se a gente faz exercício físico, come algo delicioso, faz sexo e/ou se diverte. Enfim, nossas manhãs e principalmente as minhas, são ‘endorfínicas’, graças às endorfinas que fazem adequadamente seu trabalho de manter nossa organização interna atenta às necessidades e ganhos secundários, como sentir-se bem.

Nossa amiga Maria Aparecida nos ofertou uma receita deliciosa que não paro de fazer, pelo menos enquanto encontrar mexerica. Fiz outro dia  em forminhas. Ficou gostoso, o primeiro bolo ficou um espetáculo. As últimas mexericas estavam um pouquinho mais secas, mas nos deliciamos, eu e meus sobrinhos pequenos.  Levarei para meus amigos na faculdade, agradecendo por hoje terem ficado após o horário de aula para terminarmos um trabalho. Era nosso compromisso, mas, sinto vontade de lhes dizer ‘obrigada’ do jeito mais gostoso que conheço: comendo. rsrsrs. Espero que eles gostem. Depois eu conto.

Vou deixar a receita, caso você queira experimentar. Desejo que goste também.

Bolo de Mexerica

Tire o caroço de 3 mexericas do rio (corte ao meio).

Com casca, bagaço e caldo coloque no liquidificador.

Junte ½ copo de óleo e 3 ovos inteiros, bata até virar um creme.

Leve para uma bacia funda e misture: 2 copos de farinha de trigo, 2 copos de açúcar, 1 colher de sopa de fermento.

Coloque em forma untada e enfarinhada e leve para assar.

Tire do forno e jogue a calda por cima.


Calda

3 mexericas (só o caldo)

1 copo de açúcar (copo de requeijão)

Escrever para....

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas.
A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
Clarice Lispector


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Explicando 'manhãs com noz'... do começo!

Olá. O texto abaixo inaugura oficialmente este meu  novo projeto.
           Hoje quero transcrever escritos que aconteceram no primeiro dia de aula. As razões para minha extremada alegria em cursar gastronomia são profundamente subjetivas e singulares, o que posso informar, é que este novo estado, me promove perspectivas positivas. Sinta-se confortável para percorrer meu universo particular. Escrevi para mim, agora, para você.
       Gastronomia, 2 de agosto de 2010.
         A ansiedade passou. Acho. Estou sentada confortavelmente na primeira carteira, ao lado da parede. Adoro este lugar. Meus ouvidos ficam perto de quem fala, ao lado de outro alguém que a qualquer momento poderá falar, comigo, com o outro, de nós. Fico de frente para todos, gosto desse lugar.  Meus sentidos estão disponíveis.
         Nossos desejos e sonhos começam a tomar forma. Estamos aqui, agora, para degustarmos nossa companhia, provarmos os paladares do saber de uns tantos professores 'chefs'. Somos diferentes em nossas particularidades e é assim que devemos continuar, o que nos assemelha é o desejo. Nem tanto o talento, iremos descobrí-lo, seremos descobertos; iremos reconfirmá-los, seremos confirmados.
        Universo digestivo. Para mim, um pouco vegetariano nas naturais formas de ser de cada um destes 40 paladares. O corpo docente é apetecível, suas especificidades individuais terão seu tempo de surgirem, serem aceitas, pensadas, questionadas, bem acolhidas e queridas. Respeitadas já o são. Reconhecemos nossos lugares.
      Histórias foram contadas, currículos narrados para nos dizer: Sejam bem-vindos!
      Escreveremos nosso cardápio enquanto grupo. Teremos um sabor, um tom, um ritmo, uma textura. Seremos um grupo doce? Temperaremos nossas manhãs com pouco ou muito sal? Noz-moscada é plural, além de digestiva, é ótima para o cérebro; imprime presença. Seremos 'Nós?' Naturalmente criaremos afinidades. Licorosas? Amanteigadas? Picantes? Concorrência de talentos surgirá generosamente para cozinhar nosso orgulho. Que tal um cravo? seu odor penetra a alma, acalma dores de dente. Sabores rangentes?
       Meu desejo número agora é usar uma faca do chef, cortar uma tenra cebola, sem olhar pra ela, seguir meus dedos e sentir o movimento certo que preciso fazer sem surpresa e em êxtase ver o que sou capaz de fazer com uma  cebola e uma faca do chef.
       As aproximações são sutis e acontecerão no tempo do contato.
       Hoje quase sussurrei, engasguei para dizer meu nome uma ou duas vezes, tremi só um pouquinho e falei só o que pude, o que surgiu. Li meu livro, comi biscoito levíssimo e alguns morangos. Levíssimo é meu sentir hoje.
        A coordenação aparenta ser uma cozinha completa, com panelas, pratos, pedidos, entradas e saídas, taças limpas e usadas, panos, talheres, tudo à nossa disposição. Acesso fácil, sem glamour ou ostentação, um tanto humilde na riqueza de talento e experiência. Indivíduos acessíveis.
       Quando nosso professor-coordenador mencionou acerca dos cinco sentidos usados na gastronomia, me fez pensar no  sentido de intropercepção, a fusão de diferentes sentidos. O que é chamado de sinestesia. São percepções e sensações interconectadas por processos sensoriais. Um estímulo visual, estimula o olfato que promove conexão com o paladar, que expande a audição, que te faz pulsar diferente, tocar, ser tocada, cheirar, vibrar, resultando na mobilização de seu corpo por dentro, de forma completa, global, especial momento em que todos os sentidos são percebidos e experienciados.  É aquele 'troço' que a gente sente e nosso corpo todo responde com  um prazer orgástico, iniciado com o que nos acomete em relação ao ato de comer.
     Tenho êxtase quando como minha comida ou 'coisas' naturais por aí, meu organismo me fala. Minha comida tem luz, vida, aroma, cor, forma, jeito de comida gostosa e saudável. Tem cheiro de cravo, gosto de canela, ervas e  curry, aparência de folhas verdes e fresquinhas, tem jeito de saúde, tem cara de rosa.
     Hoje, minha turma estava com gosto de gengibre, refrescante. Tinha uma cara de guisado de legumes, jeito de requeijão derretido na batata cozida no cominho e assada no forno salpicada com pedacinhos de mozzarella com alecrim.
    Se eu fosse fazer um prato para o dia de hoje, seria assim:
     Salada fresca - rúcula, almeirão, agrião, alho-poró, azeitona preta, tomate seco, coentro, tomilho e tudo salpicado com nozes.
    Guisado de legumes com gengibre.
     Peito de frango em cubos com molho de gorgonzolla com cravo.
     Um milho cozido bem quentinho, perto do arroz integral com açafrão.
                         Hoje eu senti meu primeiro dia com sabores diversos e ávidos para serem experimentados.
                             Amanhã conto de meu contato com a faca do chef e cebola. rsrsrs
                                         Beijos e obrigada por ter estado aqui.

sábado, 14 de agosto de 2010

     Sou Rosa Simões, Psicóloga Clínica, Gestalt-terapeuta, portanto, cíclica e para quem não entende esta linguagem, basta dizer que fico feliz na maioria das vezes em atender minhas demandas e ouvir o que meu organismo informa.
     A proposta deste blog é oferecer um 'Mirepoix'. Esta mistura com nome francês  é um 'tempero básico para sopas e cozidos, leva o nome de seu criador, Duque de Lévis-Mirepoix séc. XVII. É uma mistura de cubos desigualmente cortados de cenoura, cebola e aipo, o alho-poró também é muito utilizado' (Le Cordon Bleu, p. 166). É utilizado para dar sabor em fundos, molhos e outras preparações.
     Aqui, meu mirepiox será uma mistura de culinária e comportamento. Escreverei minhas percepções e repassarei minhas aulas práticas para quem desejar ampliar seus contatos, consigo, comigo, com outros e ainda aprender técnicas de corte, cocção e etc. Será um espaço também para eu postar minhas receitas. Adoro comida natural e misturo 'coisas', ainda não tenho um nome adequado para o que uso, contudo, fica um 'ESPETÁCULO'.
      Espero que tenham uma ótima digestão comigo e pra começar, podem usar cominho, também chamado de alcaravia,  é picante, suave, terroso, suas sementes são usadas inteiras ou em pó em pratos indianos e mexicanos, além de carne de boi, frango, peixe, cogumelos, pães, pastelarias e cremes. É digestivo e tem outras tantas indicações. Pesquise. Se você for como eu, irá colocar o cominho onde sua intuição, criatividade e olfato te indicar. Conheça e fique livre para escolher e experimentar. Este é um princípio existencialista que em qualquer momento falo sobre ele. Bon appètit.